segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Neve e café de ação de Graças

Ainda estou meio besta. Estavamos no carro, céu escuro de outono. As nuvens meio carregadas e o vento forte levando as folhas secas da estação. Uma cena linda. De repente o vento ficou mais forte e começa a cair água. A Thaís vira pra mim e fala: é neve! Eu, cético: que é isso, é chuva! E ela: chuva branca! Era neve!!!! Estou impressionado, era muiito lindo. Mas ela caía e derretia. Estava entre 2 e 4 graus! Foi sensacional. Foi a primeira neve. De repente uma linda luz meio amarelada iluminou tudo, por alguns minutos, coisa de filme, mas na vida real.



De manhã fomos tomar café em um restaurante chamado Tutti-Frutti. O lugar com um ar como eles dizem campestre (meio country, norte americano). Famílias bonitas, um lugar quente com um cheiro de pão fresquinho, torrando. Pedi um bagel com cream cheese e salmão defumado e a Thaís pediu um omelete chamado Rien ne manque, ou algo assim (que eu chamaria de "com tudo dentro"), delicioso. Escolha elogiada pela atendente. Lembramos muito das pessoas que queremos que venham ao menos nos visitar para desfrutar destes pequenos prazeres da vida em Québec. De lambuja fica a foto das frutas que acompanharam o meu bagel. Lindas e muito saborosas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tu vens, eu já escuto os teus sinais!


Acho que a coisa mais anunciada desde que falamos em Canadá e acho que pra todos é o bendito inverno. Eu mesmo ainda estou querendo ver, mas já começamos a ver os sinais. As árvores já estão ficando vermelhas, amarelas e marrons. Um belo espetáculo a parte. Coisa que no Brasil não é tão visível e que eu pelo menos só tinha estudado na escola. E era simplesmente saber que no outono as folhas mudam de cor e caem. Ver isso todos os dias é realmente lindo. Caprichos da natureza. Cada dia a paisagem muda, menos verde, mais vermelho e amarelo e menos folhas, progressivamente e rapidamente.

O sol parece que foi avisado que o Outono chegou e foi tirar o "congé" (folga) de outono e inverno. Mas a temperatura está caindo lentamente. Os primeiros dias da semana estava entre por volta de 10 graus celsius pela manhã e hoje está 6. Eu estava usando um casaco de couro para ir pro trabalho, já vi que ele vai ter que ficar de folga, talvez até o próximo dia de menos frio, e vou ter que colocar um casaco mais estruturado(ambos trazidos do Brasil).Para o fim de semana a previsão é de 9 graus. O sol que no auge do verão estava a pino às 8 da noite e ia se por lá pelas nove e tanto, tem se posto cada dia mais cedo. Hoje às 7 horas já está escuro e dizem que lá perto do Natal é as 3 da tarde. Desde semana passada, início do Outono, quando a gente se observava e conversava com as pessoas, todos falando que estavam cansados, que estavam se sentindo sem energia, com sono. E eu pensando: que atividade todo mundo (inclusive eu) estávamos fazendo que estamos tão cansados? Pergunta evasiva para a resposta do corpo à falta de sol! Impressionante! Uma semana sem sol e o corpo começa a se cansar. Achei que fosse mais lento, um mês, algo assim, mas não é. É bem imediato. E aí bota motivação pra levantar de manhã!
Na televisão já vi anúncios de atenção a alimentação. A reportagem que vi indicava tomar leite, porque contem a vitamina D que o corpo sintetiza com o sol e que está presente na gordura de alimentos derivados de leite e, segundo a reportagem, por isso os leites desnatados devem ser evitados porque não cumprem sua função nutritiva neste sentido.
Mas ainda não tenho opinião formada sobre o assunto, mas imagino que o frio pode ser chato quando não se tem opção. Quem passou todos os invernos da vida brigando com o inverno, passa a ficar entediado, mas já ouvi que é importante encarar de forma positiva. Isso sempre é bom!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A cara desse povo.

Hoje estava pensando sobre coisas que me chamam a atenção por aqui em especial algumas frases pela frequência que elas são repetidas. E num ensaio fuleiro de etnologia, resolvi compilar e analisar. Antropologia de buteco, tipo cachaça barata! Quer uma dose? Vamos lá!

A palavra número 1: "Desolé" e suas variações "Chui desolé",“vraiment desolé” e "Desolé, Monsier". Essa frase tem uma função social interessante pela sua ambiguidade. Tanto um lamento de verdade, quanto problema seu... O que me pode ser dois lados de uma mesma moeda: Gentileza e desinteresse.



Número 2: "Sera pas long" Não que eles acreditem que não vai demorar, mas de tanto repetir a gente acaba acreditando que não demora mesmo e isso acaba "acalmando" digamos assim. Como resposta a um “sera pas long” pode rolar sempre um "Prenez votre temps!"

Número 3: "Pas grave". Serve pra tudo depois de apresentar problema segue-se um "pas grave". Por exemplo, você percebe que demorou uma hora pra tentar explicar algo e a pessoa te informa que não é ali o lugar para resolver o problema. Você manda um "desolé" e a pessoa devolve com um "pas grave" ou uma de suas variações: Derranger vous pas, ne vous enquieter pas, pas de problème, etc.

Mas para mim essas e outras frases falam de uma característica forte do atendimento ao público e das relações em geral por aqui: a gentileza! As pessoas em geral são gentis, até porque se não forem perdem a clientela. Diferentemente da cidade de onde venho, em que muitas vezes parece que as pessoas que atendem público estão fazendo um favor em fazerem sua obrigação (desculpem o desabafo). O que não acontece em outras cidades do Brasil e nem por aqui também. Até porque se a pessoa for mal educada aqui ela não recebe pourboire (gorgeta) que é bem interessante (entre 10 e 15% do valor do gasto) e não vem embutido na conta. E num pensamento viajante, uma gentileza aqui pode evitar uma guerra ali... Sei lá!

Mas parando de viajar um pouco e indo pra um plano mais prático, em geral as pessoas são gentis, mas são humanas e ser humano é falho em qualquer lugar. Às vezes a gentilleza pode ser acompanhada de ironia ou piadinha e essas nuances sutis são difíceis de ter certeza, principalmente porque elas não são claras, por natureza. Enfim, tem horas que escutar um “desolé” depois de um dia inteiro tentando resolver um problema da vontade de brigar, mas o que se pode fazer. Nada! Só continuar tentando. Outra situação que passei por aqui: Por duas vezes fui abrir uma porta para duas senhora em dias e lugares diferentes, uma me respondeu: "Chui capable", a outra "Merci c'est gentille". Enfim a gente nunca sabe o que a gente vai encontrar. Aprendi uma coisa com isso: antes de ajudar, pergunto se a pessoa quer ajuda. Essas são pequenas dificuldades de recomeçar que muitas vezes a gente tem que passar para poder avaliar. Mas preparação nunca é demais.

`A tantôt!


Pedro

sábado, 15 de agosto de 2009

Ça fait beau, ça fait chaud!

Olá Amigos!

Quanto tempo sem postar, né! Como vcs sabem não é desinteresse. É falta de tempo. Bem vamos o post!

Novidades, muitas. Primeiro, previsão de calor até sabe lá Deus quando. Tá quente pra valer, fez 32 C hoje. Ouvi de um casal de baianos que o calor tá grande, pensa se não tá quente! E olha que eles estão como nós, recém-chegados do Brasil. Mas vamos tentar aproveitar, como se faz por aqui "Il faut profiter l'été". Piscinas públicas cheias, são muitas, incrível ao meu ver. Aqui perto de casa mesmo tem 2. (Que vão fechar mês que vem por causa da volta as aulas... ) Porém andando pelo Centre d'achat (shopping) Laurier, já temos visto roupas de outono nas vitrines. Ai ai! Que venha o bendito frio, mas que demore a chegar e passe rápido, ou pelo menos que seja bem menos traumático do que pintam.

Por falar em frio, semana passada fez um frio, que depois eu soube que era 11 C. Vi a galera se agasalhando na rua, em especial protengendo o pescoço. Fiquei feliz porque percebi que não é todo mundo mega resistente. As pessoas sentem frio quando faz frio e acredito que os conselhos de investir em um bom casaco valem a pena ser ouvidos.

Mas esse calor todo, pra mim nem tem sido tão traumático, apesar de ser muito calorento. Por uma simples razão: Estou o dia inteiro no ar condicionado da Agência, trabalhando! Sim! Estou trabalhando! Satisfeito demais. Estou no caixa do Movimento Desjardins. E se querem saber, estou gostando. As pessoas em geral são simpáticas e pacientes. Quando não entendo algo, os colegas ajudam, quando demoro tem clientes que perguntam: Ah! Você está em treinamento, né! Não se preocupe, o começo é difícil, mesmo, faça no seu tempo! Não me lembro de ter ouvido isso no meu período de caixa bancário do Setor Comercial Sul... Bons tempos que me ajudaram a fazer o que faço hoje.

Sei que esse assunto trabalho desperta interesse, por isso vou tomar um pouco mais de tempo nisso. Na minha opinião tem algumas questões-chave que envolvem a empregabilidade. Vou ser repetitivo, mas com conhecimento de causa: a primeira das questões é FALAR FRANCÊS! Nem tem tanto que ser o daqui (melhor se der pra ser), mas saber se comunicar é essencial em qualquer cultura. Tem gente com currículo muito bom , mas que pela falta de domínio do francês demora a conseguir emprego na área. Ainda sendo repetitivo, fazer um bom projeto ajuda tudo! Ganha-se muito tempo quando se tem foco e prazos. Aqui as possibilidades são mil e se a gente não tivesse vindo com um foco e planos A, B, C e D a gente ficaria mais cansado do que fica às vezes e talvez se perdesse em meio a tantas possibilidades. Tipo: estudar ou trabalhar, estudar na minha área para trabalhar ou trabalhar para depois me aperfeiçoar. E essa cadeia vai ad infinitum. Tem uma frase que diz que nenhum vento ajuda o barco que não sabe onde vai. Por isso o projeto. É bom tê-lo na mente, mas também saber a hora de seguir para o plano B. Importante também é um bom currículo. O modelo que usei, que foi bem elogiado, está disponível no emploi quebec (vale a pena gastar tempo destrichando essa ferramenta). Valeram também as correções ortográficas e gramaticais que pedi aos professores de francês que encontrei. Entrevista, me parece que valem as mesmas linhas gerais, do tipo, vestimenta adequada, nem de mais nem de menos, bons modos, sinceridade, etc. Mais uma vantagem é que quem vem falando francês já chega bilingue ou triligue, e pelo menos aqui na Cidade de Québec, isso ainda faz diferença.

Outra coisa que hoje gostariamos de ter feito para coroar nosso projeto era uma pesquisa exploratória. As coisas foram muito bem, mas acredito que teriamos ganhado mais tempo e gasto menos dinheiro vindo antes para conhecer. Isso é o que me parece.

Ainda falando do Emploi Quebec, pra quem quer se aprofundar, vale olhar no IMT en ligne a realidade do seu mercado de trabalho na região pretendida. Observar também os empregos sazonais (tipo cirque du Solieil) que podem ser um ótimo plano B, ou A... Mais importante ainda saber de algo que eles batem muito na tecla quando a gente chega por aqui: 75% das vagas disponíveis NÃO ESTÃO DIVULGADAS, o que eles chamam de Marché caché (mercado escondido). Ouvi isso da boca do chefe do accueil do MICC na capital, M. Phellipe Anctil. Por isso vale a pena se aprofundar na empresa ou setor que você quer e quem sabe mandar o currículo ainda do Brasil. Eu não fiz, mas conhecemos uma pessoa em Montreal que começou a negociar o emprego atual dela ainda do Brasil, pouco antes da entrevista do CSQ. Sem falar no caso do casal de cariocas, muito gente boa, que começaram a ser contratados fazendo compras no IKEA... Aqui acontecem coisas que só tenho coragem de reproduzir porque conheci as pessoas e ouvi da boca delas.

Agora, outra coisa que tenho percebido é que a média do padrão de vida é alta, mas não conheço ninguém ainda que ficou muito rico. A maioria das pessoas focam em Qualidade de vida, não necessariamente em grana. Vale a pena pensar nisso antes de vir: O que é qualidade de vida na sua opinião? Tem gente que acha que é ter mais que os outros. Eu acho discordo absolutamente. Todos poderem ter acesso a maioria dos bens, isso é o que acredito gerar socialmente qualidade de vida e implica em justiça social.

Ufa, hora de respirar!
Abraço forte

Pedro

terça-feira, 14 de julho de 2009

Coisas importantes e interessantes

Salut mes amis!

Vamos a algumas novidades. Bem Ville de Québec continua linda. Agora verão mesmo não estou vendo . Isso é pelo meu ponto de vista muito bom. Não sou chegado no calor. Mas alguns diriam que tenho que passar pelo bicho papão, o inverno de Québec, que enquanto você não passa é como se não tivesse chegado. Acho que é como relacionamento: Quando se está namorando, todos cobram noivado, quando está noivo, cobram casamento, quando casa, cobram o filho, quando tem o primeiro, cadê o irmãozinho, quando vem o irmão, agora chega, né! Estou sentindo que o inverno por aqui é meio assim. Mas tem boas perpectivas, dizem que fazer esporte de inverno é a melhor forma de passar esse tempo. Depois que eu passar, conto.

Outra coisa que estive percebendo estes dias é a importância da rede de contatos. Por aqui é importantíssimo. Tenho percebido e ouvido por fontes do governo e fora dele que a tal rede agiliza tudo. É diferente do Brasil em um aspecto: você não depende dela, nem usa pra frase clássica “Sabe com que você tá falando?” Lembrei disso por causa de nossos amigos, Lucas e Roberta, recém-chegados, que acabaram de assinar o Bail na mesma imobiliária de outros brasileiros conhecidos nossos: Adolfo e Flavielle, Camila e Zé Roberto, Sandra e Evaldo. Ter chegado por indicação de um deles parece ter facilitado o Bail.

Digo isso porque eles viram o apartamento e a Síndica (concierge) que por aqui faz um papel de gerente de alugueis não colocou oposição ou dificuldade alguma. E até comentou positivamente o fato de ter tantos brasileiros por aqui. Obviamente porque são pessoas honestas e idôneas que deixam uma boa impressão. Sem falar que não se indica quem não se conhece e acredita. Enfim, vejo positivamente o fato de começar a fazer uma rede de contatos o quanto antes, do Brasil mesmo, como nós fizemos a partir do pessoal do Grupo Brasília Canadá em que pudemos conhecer pessoas maravilhosas que nos deram muitas dicas legais e se tornaram amigos.

Lembro bem de 2 casos que nos motivaram e esclareceram muito, por já viver no Canadá quando nos conhecemos: Ana Cláudia e David, de Boucherville e Rodrigo e Luciana de Otawa. Ambos casais nos deram dicas preciosas que ajudaram nas nossas escolhas e na orientação dos nossos projetos. Sem falar nas outras histórias que ouvimos falar de sucesso no processo de imigração em função de bons contatos prévios, inclusive emprego.

Outra coisa legal da rede de contatos: tem uma turma de brasilienses aqui em Quebec que vai trabalhar no Cique du Soleil. Muito legal. Depois coloco mais detalhes.

C'est vrai, on est déjà lá, de mala e tudo!

sábado, 4 de julho de 2009

Um post depois de muito tempo

PERIGO: ESTE POST CONTÉM IMPRESSÕES PESSOAIS QUE PODEM SER FACILMENTE CONFUNDIDAS COM DADOS IMPARCIAIS!

Aos amigos que tem nos acompanhado pelo Blog, queremos agradecer imensamente. Vida de imigrante é dureza, quando sobra tempo praticamente é pra descansar. É bom, cansa, tem hora que dá vontade de jogar tudo pro alto, mas quando se tem um projeto as coisas realmente ficam mais fáceis.

Falando em projeto, tivemos uma mudança de planos, como muitos devem saber. Nosso plano "A" era Montreal , pela dimensão, pelas possibilidades e como vocês viram no nosso post anterior é uma cidade gigante. Quando viemos à Ville de Québec, percebemos que as coisas são diferentes por aqui. Québec, aos nossos olhos, é uma cidade parecida com Brasília. É administrativa, até por isso os impactos da crise não foram tão sentidos por aqui. O mercado continua aquecido. Em outro aspecto é menor que Montréal, o que pode ser ruim ou bom, dependendo da perspectiva de cada um. Para nós, foi muito bom. Estamos felizes e isso é o que importa.

A cidade tem mais espaços abertos, tem menos gente. O transporte público funciona bem, as pessoas são tranquilas e imigração ainda tem um "que" de novidade. Tem muitos brasileiros, e pelo que vi boa parte se conhece. A maioria chegou há pouco tempo, menos de 2 anos. Tem uma comunidade bem bacana no google que faz a rede social dos brasileiros por aqui.

Só tem 1 universidade (a ULAVAL). Mas francamente, cada pessoa só precisa de 1 vaga, para isso, basta 1 universidade... Outra coisa é que as pessoas dentro da universidade são mais acessíveis, todas as pessoas que conheço que tentaram marcar com os diretores dos cursos conseguiram. Nós não conseguimos em Montréal. Sem falar na quantidade de cursos, são muitos, tem pra todos os gostos.

Estamos a procura de emprego e começando estudos. Decidimos não fazer a francisação, estudos na ULAVAL e procurar empregos. Se sentirmos necessidade de mais cursos de francês, vamos procurar um curso em tempo parcial à noite. Há vários destes.

A programação cultural é diversificada, menos que Montreal, obviamente. Mas se der muiiita vontade de sentir a loucura da cidade grande, Montréal é a 2 horas e meia de carro. Dá pra sair de manhã e voltar a noite. Resumo: estamos gostando. Algumas fotos pra deixar o gostinho...




quarta-feira, 27 de maio de 2009

5 dias em Montreal

Acredito que todo mundo que faz uma mudança muito grande acaba tendo essa sensação de muita coisa em pouco tempo. Confesso que temos tido pouquíssimo tempo para mandar e-mail e atualizar o blog, mas pelos nossos amigos, vale, nem que seja pra mandar notícia.
Vou dividir esse post em 2 partes: O que fizemos e como estou(estamos) nos sentindo.

O que já fizemos

Chegamos no fim-de-semana (chegamos na sexta e depois das 4 praticamente NADA funciona). Então o que fizemos foi no aeroporto mesmo. Entrada no país, imigração e entrada em Quebec. Essa é a grande vantagem de fazer " la landing" em Montreal.  Fomos recebidos pelos nossos amigos Wellington e Ismael e viemos para casa de nossos amigos Luciana e Otávio.  No sábado fomos almoçar com Wellington e Suzel, e ficamos por lá até mais tarde. Domingo fomos a missa, encontramos um monte de gente legal, inclusive uns blogueiros de plantão e nossos queridos Álvaro, Erisa e filhos. Fomos ao parque Beaubien (belíssimo e cheio de judeus ortodoxos), nos encontramos com Álvaro e Erisa novamente depois e casa. Na segunda cedinho fomos ao MIC, depois ao Desjardins, depois ao NAS, encontramos com Cícero e Ismael e casa. Hoje por fim fomos ao IKEA (uma mistura de Leroi-Merlin e Tok-stok, dá pra passar dias), fomos trocar os pneus de inverno do carro do Otavio e agendei alguns Rendez-vous! UFA!

Impressões

 É uma cidade extremamente diversa. Estou positivamente assustado. Pra facilitar a compreensão vou comparar: Para mim é como São Paulo, com 1000% a mais de diversidade (étnica, religiosa, sexual,  gastronômica, estética: cultural no sentido mais amplo da palavra) e com a tranqüilidade de uma cidadezinha de interior, até porque tudo fecha bem cedo. O Trânsito é impressionante. Os carros são sem descrição. Que tal uma Ferrari do seu lado no semáforo. E se fossem duas? Todos andam devagar, pedestre quase é rei (com as ressalvas de uma cidade de 3 milhões de habitantes), idosos e deficientes andando na rua, pessoas de patins e bicicletas nas ruas principais. Essa é a cidade do bonjourhi (bonjurrai kkkk) as pessoas falam as duas línguas, misturam, falam em uma e respondem em outra. Babel existe e se chama Montreal! Tem muita gente bonita e a maioria se cuida, ou aparenta se cuidar. Tem uma coisa chata: A cidade tem uma umidade muito baixa. Estou tendo que beber muita água e os lábios estão sempre secos. Mais que isso: vinde e vede!