terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
E vida continua...
sábado, 9 de janeiro de 2010
Um novo ano
sábado, 12 de dezembro de 2009
Depois da tempestade vem... mais neve!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Bom ou Ruim?
Ja da pra fazer um balanço de 6 meses de Canada. E minha resposta a esse balanço, para mim, e, bom e ruim. Para os otimistas pode parecer negativo, para os pessimistas, positivo. Eu diria que e realista. Me explico.
O Canada tem muitas coisas que o Brasil nao tem e o Brasil tem muitas coisas que o Canada nao tem. Viemos para ca com frustraçoes e expectativas: um pouco de medo da violencia, que aqui nao tem tanta. Mas por exemplo nossa casa nunca foi invadida no Brasil. Viemos querendo fugir do jeitinho, mas o jeitinho as vezes pode ser uma margem de manobra, que por aqui dificilmente temos.
Os empregos... esse e um capitulo a parte. Tem empregos, sim. Mas olhar no emploi-quebec pode dar uma impressao de que a gente chega sendo pego no laço. Eu discordo. Cada um tem uma experiencia. Um amigo, por exemplo, mandou curriculo para trabalhar em uma usina, trabalho braçal mesmo, e a pessoa que o recebeu disse que nao o contratou porque ele parecia inseguro no frances. O que eu discordo completamente. A economia funciona bem, se ganha bem mas se gasta tambem. Se a gente for olhar relativamente, o que se tem acesso por aqui, no Brasil custa carissimo. Mas se for olhar para os lados, tem muita coisa que quem esta começando nao tem acesso e que talvez nunca tenha. O necessario, todo mundo tem, diferentemente do Brasil, mas existe a diferença social, e dizer que e confortavel estar na ponta do extrato social (mesmo que temporariamente) e mentira.
No meu trabalho, como na maioria dos trabalhos por aqui, sou horista, trabalho por horas. Diminui o movimento, diminuem as horas. Isso esta acontecendo com pelo menos tres outros amigos que trabalham em setores diferentes da economia. Acredito que e ressaca da crise. Por isso optei por ver um segundo trabalho. Ter essa possibilidade e bom e ruim. Bom porque tem pra onde correr, e os dois trampos sao bacanas, ruim porque jornada dupla era algo que ate faz ia no Brasil, mas sem gostar, e cansa pra chuchu. E ai bom ou ruim? Minha resposta hoje: as duas coisas. O que e positivo deste nosso momento e viver a decisao que tomamos. Tomar coragem, bater no peito e seguir acreditando, como no Brasil, e acredito, em qualquer lugar do mundo.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Neve e café de ação de Graças

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Tu vens, eu já escuto os teus sinais!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009
A cara desse povo.
Hoje estava pensando sobre coisas que me chamam a atenção por aqui em especial algumas frases pela frequência que elas são repetidas. E num ensaio fuleiro de etnologia, resolvi compilar e analisar. Antropologia de buteco, tipo cachaça barata! Quer uma dose? Vamos lá!
A palavra número 1: "Desolé" e suas variações "Chui desolé",“vraiment desolé” e "Desolé, Monsier". Essa frase tem uma função social interessante pela sua ambiguidade. Tanto um lamento de verdade, quanto problema seu... O que me pode ser dois lados de uma mesma moeda: Gentileza e desinteresse.

Número 2: "Sera pas long" Não que eles acreditem que não vai demorar, mas de tanto repetir a gente acaba acreditando que não demora mesmo e isso acaba "acalmando" digamos assim. Como resposta a um “sera pas long” pode rolar sempre um "Prenez votre temps!"
Número 3: "Pas grave". Serve pra tudo depois de apresentar problema segue-se um "pas grave". Por exemplo, você percebe que demorou uma hora pra tentar explicar algo e a pessoa te informa que não é ali o lugar para resolver o problema. Você manda um "desolé" e a pessoa devolve com um "pas grave" ou uma de suas variações: Derranger vous pas, ne vous enquieter pas, pas de problème, etc.
Mas para mim essas e outras frases falam de uma característica forte do atendimento ao público e das relações em geral por aqui: a gentileza! As pessoas em geral são gentis, até porque se não forem perdem a clientela. Diferentemente da cidade de onde venho, em que muitas vezes parece que as pessoas que atendem público estão fazendo um favor em fazerem sua obrigação (desculpem o desabafo). O que não acontece em outras cidades do Brasil e nem por aqui também. Até porque se a pessoa for mal educada aqui ela não recebe pourboire (gorgeta) que é bem interessante (entre 10 e 15% do valor do gasto) e não vem embutido na conta. E num pensamento viajante, uma gentileza aqui pode evitar uma guerra ali... Sei lá!
Mas parando de viajar um pouco e indo pra um plano mais prático, em geral as pessoas são gentis, mas são humanas e ser humano é falho em qualquer lugar. Às vezes a gentilleza pode ser acompanhada de ironia ou piadinha e essas nuances sutis são difíceis de ter certeza, principalmente porque elas não são claras, por natureza. Enfim, tem horas que escutar um “desolé” depois de um dia inteiro tentando resolver um problema da vontade de brigar, mas o que se pode fazer. Nada! Só continuar tentando. Outra situação que passei por aqui: Por duas vezes fui abrir uma porta para duas senhora em dias e lugares diferentes, uma me respondeu: "Chui capable", a outra "Merci c'est gentille". Enfim a gente nunca sabe o que a gente vai encontrar. Aprendi uma coisa com isso: antes de ajudar, pergunto se a pessoa quer ajuda. Essas são pequenas dificuldades de recomeçar que muitas vezes a gente tem que passar para poder avaliar. Mas preparação nunca é demais.
`A tantôt!
Pedro

